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  • Anderson Luis da SIlva

Perfídia carnavalesca!

Há! Vai Zé vamos o carnaval pular! Detesto passar em branco e você ai neste banco sem se quer querer falar.

Se tudo o que te fiz foi mal, pudera, isso hoje é normal e você vai ter que entender. Mas se quiser ficar com esta marra, eu vou só cair na farra e você vai se arrepender.

Nem o padre desta parada pode vir me dizer nada, não sou casta, sou só casada e quem me dera que eu fosse a única. Não repito, já disse o resto e se quiser você aceita, mas não use de calunia a quem mesmo na balburdia nunca se esqueceu de você.

Vamos Zé! Já chega à hora, nós voltamos na aurora pouco antes do sol nascer. Se quiser fique por perto, me vigie e seja esperto que tudo vai se resolver.

Deixo as crianças com a Maria que desde daquele dia resolveu me ajudar, e por isso estou bem perto desse nosso mesmo teto onde um dia vim morar.

Chega Zé de imposição, levanta logo e me dê a mão, quero logo poder dançar, sei que esteve triste, mas eu bem que um dia eu disse, não procure que vai achar.

Quando partiu naquela estrada eu fiquei desesperada, quase morri do amor chorar. Com o tempo fui mimada pelo amigo camarada que você me apresentou, não quero dizer mais nada, tive só minha mão beijada quando em dor desesperada me entreguei a outro amor.

E se isso te alivia, mesmo naquele dia imaginei o seu olhar. Na aspereza daqueles poros meu nariz se fez tocar, juro que não senti nada, fui só desesperada naquele corpo te encontrar. Mas agora estou curada e quero pegar a estrada e o carnaval poder pular.

— Tá vamos lá! Carnaval é mesmo feito de ilusão, o que dizer desta nossa pouca razão.

Te amo Zé! Você é o meu único mesmo quando em multidão.

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