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Súplica do Vento - Capítulo III

Enviado por Hariel Noone | Dom, 07/26/2009 - 18:50 |

Naira foi levada pela morte ou por um espírito malígno? E, uma vez que esteja sob o julgo de seu captor, o que acontecerá a ela e seus companheiros de viagem? O destino pode dar uma grande guinada?

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Súplica do Vento - Capítulo II

Enviado por Hariel Noone | Dom, 07/26/2009 - 18:18 |

Naira, Galgard, Heall e Uen partem na viagem... Mas nem bem começam a aviajar e um grande obstáculo se coloca em seus caminhos, algo que, talvez, eles não consigam contornar!

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Súplica do Vento - Capítulo I

Enviado por Hariel Noone | Dom, 07/26/2009 - 17:48 |

Naira Forthnéd está convencida de que Arian, seu irmão desaparecido, pode estar vivo em algum lugar e decide encontrá-lo, mesmo que tenha de se lançar sozinha nessa empreitada.

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De quando a Honra se transforma em esperança

Enviado por Hariel Noone | Qui, 05/14/2009 - 02:39 |

 

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De quando a confiança surge sem razão

Enviado por Hariel Noone | Qua, 05/13/2009 - 23:19 |

 

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De quando o vento traz a desgraça

Enviado por Hariel Noone | Seg, 12/03/2007 - 19:48 |

 

Quando Karsey percebeu a presença de Uen e Naira em meio à berraria, não havia muito o que fazer.

Desembainhou a espada e partiu para defendê-los com toda a força que possuía.Tudo o que desejava era alcançá-los, ainda próximos à porta, e sumir com eles o mais rápido possível!

As investidas, que surgiam de todos os lados, retardavam seu avanço e a cada segundo a sobrevivência lhe parecia mais distante.Heall assobiou do lado de fora, com os cavalos a postos. Restava-lhe tirar Naira e Uen dali em segurança e foi nesse pensamento que fixou toda a sua atenção e esforço.

Então, um zumbido estranho cortou o ar e tudo aconteceu tão rápido que nem ao menos conseguiu ver com clareza! Um homem corpulento, recém chegado - pois não se recordava de tê-lo visto nas primeiras avaliações - caiu morto no batente, limpando o caminho de Naira e Uen.

- Corram! - gritou para os dois, desesperado para salvar a vida dos jovens.

Não foi possível. Uma mancha negra voou na direção da saída. Naira continuava obstruindo a passagem e a briga se alastrava pelo lugar como pavio aceso!

Aturdido, Karsey ergueu o olhar bem a tempo de ver a silhueta encapuzada estancar com graça diante da moça, hesitar por um segundo - o suficiente para que o Capitão empurrasse para o lado dois outros homens na tentativa de avançar naquela direção - e tomar Naira no colo com um movimento brusco, saindo em seguida.A última coisa que conseguiu ver antes de ambos desaparecerem pelo batente foi o rosto assombreado pelo capuz. Tinha a nítida sensação de que o desafiava!

* * *

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De quando a Honra e Morte se confrontam

Enviado por Hariel Noone | Seg, 12/03/2007 - 19:43 |

 

- Já varremos o território, Galgard! Nada para esse lado - declarou Heall, tão logo se aproximou do Capitão.

- Nem por aqui - completou Uen. - Mas temos de nos apressar! Naira pode... 

Karsey calou o rapaz com o olhar. Mas, dessa vez, Uen não se intimidou e sustentou-o com força. Por detrás do tom castanho de suas íris, Karsey pôde ver semelhante desespero ao que sentia. Deixou o jovem para trás e caminhou para a árvore mais próxima. Depois que tivesse encontrado Naira, tentaria descobrir que sentimento Uen nutria pela Princesa. Por hora, se concentraria em resgatá-la o mais rápido possível.

- O que está fazendo, Galgard? - a voz de Heall o trouxe de volta de seus devaneios e foi quando percebeu que brincava com uma lasca de madeira entre os dedos.

- Isso está fácil demais... A trilha toda. Tenho impressão de que a deixou de propósito para que a seguíssemos. Não tenho dúvida de que é uma emboscada, mas não temos alternativa além de continuar.

Heall pousou a mão em seus ombros, tentando transmitir força.

- Iremos aonde você determinar - foi o que ele lhe disse, a voz rouca e alta soando dentro do peito de Karsey. - Se é o único caminho...

Karsey assentiu, antes de se virar a montar outra vez.

- Irei na frente. Vocês dois vêm atrás, cobrindo também as laterais. Caso seja uma emboscada, teremos ao menos dois homens para prosseguir na busca.

Foi tudo o quanto disse antes de tocar o animal e avançar pela trilha, floresta adentro.

*** 

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De quando a tempestade desaba

Enviado por Hariel Noone | Seg, 12/03/2007 - 19:35 |

Karsey avançou para a taverna com os sentidos alerta. Milhares de pensamentos lhe passaram naqueles segundos intermináveis, nos quais se preparava para entrar. De todos eles, o mais forte era a sensação ruim que o assaltava.

Continuava acreditando que não fora uma boa idéia ter trazido Naira à um lugar como aquele, ainda mais sabendo da tendência da lady para arranjar encrencas.Pois bem... Uma Taverna era o lugar ideal para confusão e oportunidades não faltariam. Também por isso relutara em se afastar do grupo. Por outro lado, alguém tinha que verificar o terreno antes e essa tarefa geralmente recaía sobre seus ombros.

Ficar à disposição não era o problema... Problema era ter de desviar a atenção para outras coisas com Naira por perto! Ainda bem que Heall viera junto! Ficava menos preocupado sabendo que poderia contar com seu fiel amigo para cuidar da Princesa.

Afastou aquela idéia fixa da cabeça e, assim que cruzou o batente velho, correu o olhar pelo local.

Nada além do normal: muita bebida, homens falando alto, uma mesa de jogo próxima ao balcão e ninguém parecia interessado no movimento, pois recebera poucos olhares curiosos quando adentrou o recinto.Com cautela, venceu a curta distância até o truculento taverneiro, que estava atrás do balcão e enchia várias canecas de bebida fermentada para passar às mulheres que serviam as mesas.

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De quando surge um quinto elemento

Enviado por Hariel Noone | Seg, 12/03/2007 - 19:31 |

Duas horas de espera não era muito. Já esperara muito mais... Mas não dentro de uma taverna e sim em campo aberto.

Acertar serviço dentro de um estabelecimento fora, por sinal, uma péssima idéia. As paredes o oprimiam e se sentia engaiolado como um pássaro.De qualquer forma, as informações foram muito poucas daquela vez, apesar de o pagamento ultrapassar e muito a média.

Trazia no cinto de couro três sacos de moedas de ouro, mais dinheiro do que aquelas pessoas veriam em toda a vida. Era dramático não saber o porquê de acumular riquezas. Não precisava daquilo, ao contrário. Invariavelmente, lhe sobrava e distribuía moedas ao final da noite, quando vagava sem rumo pelas ruas desertas das cidadelas pelas quais passava.

“Uma vida triste, errante e desonesta para uma criatura sem honra, cujas mãos jazem contaminadas pelas rubras marcas da morte”, seu olhar vagou pelo recinto mais uma vez, ávido por informações.

“Eu não valho nada... Mas, dos piores, sou o melhor”.

 

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De quando o pressentimento acompanha a imprudência

Enviado por Hariel Noone | Seg, 12/03/2007 - 19:25 |

A viagem já se estendia por mais de duas semanas e, aos poucos, Naira se apercebeu do que Karsey lhe dissera a cerca de aquela ser uma jornada quase impossível. É muito mais difícil continuar em frente quando não se tem um destino conhecido. Até mesmo caminhar tornava-se um esforço sobre-humano naqueles momentos em que a dúvida tomava a alma. Aprendeu a respeitar ainda mais o Capitão durante aqueles dias sombrios de convivência, pois havia muito mais em jogo que uma mera viagem rumo ao delírio de ressuscitar um “morto”.

A despeito de tudo isso, Karsey não apenas aceitara acompanhá-la como solicitara Heall, seu homem de maior confiança, para cumprir a jornada ao lado deles. E não era tudo... Algo em Karsey mudara desde a conversa de ambos, no quarto do falecido rei. Agora, sempre que a jovem falava de Arian como se o irmão estivesse vivo, Karsey unia sua esperança à dela. Tornava-se muito mais simples acreditar com o apoio dele. Heall contava histórias todas as noites, ao redor da fogueira, em narrativas fantásticas que entusiasmavam mesmo o quieto Uen.

Para a segurança do grupo, antes mesmo de deixarem Mernor, Karsey colocara condições para que lançassem à empreitada juntos - como se aquilo não tivesse partido dela! - e a primeira fora “faça o que eu mandar”. Claro que o Capitão não esperava que o obedecesse sem questionar, haja vista que era questionadora por nascimento. Chegaram a um acordo mais ou menos satisfatório: Karsey cuidaria do comando. Naira obedeceria e guardaria as perguntas para mais tarde, quando o Capitão responderia todas elas sem se negar. Mas não fora assim tão fácil convencê-la no começo.

Na verdade, a discussão surgiu quando, ao se encontrarem para a partida, Naira questionou o fato de estar dividindo o cavalo com Uen.

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